EFESydney (Austrália)

O multimilionário russo Alexander Abramov processou o Governo da Austrália devido aos danos aos seus negócios e reputação causados pelas sanções impostas pelo país depois da invasão da Rússia à Ucrânia, segundo alegou esta sexta-feira o seu advogado num tribunal federal.

O advogado Ron Merkel apontou no Tribunal Federal de Melbourne o "enfoque erróneo" das sanções e proibições impostas a Abramov pelo Governo australiano devido à sua proximidade com o presidente russo, Vladimir Putin, e solicitou que as autoridades levantem ditas medidas, segundo informa esta sexta o jornal The Age.

O advogado acrescentou que as medidas causaram a Abramov um "severo dano à sua reputação" e "contínuas" perdas financeiras.

A juíza Susan Kenny determinou nesta mesma sexta-feira de forma provisória a realização de uma primeira audiência entre Abramov e a ministra dos Negócios Estrangeiros, Penny Wong, nos próximos dias 29 e 30 de setembro para abordar o caso.

Abramov é um dos 67 membros da elite russa e oligarcas desse país a quem o Governo australiano impôs no passado 7 de abril sanções financeiras e proibições de viagens pela sua proximidade com Putin e por facilitar e apoiar as suas ações na Ucrânia.

O magnata de 63 anos e com uma fortuna à volta dos 6.245 milhões de euros, segundo cálculos da revista Forbes. é cofundador da Evraz, a segunda maior empresa siderúrgica da Rússia, e em 2017 foi condecorado por Putin pelo seu serviço público e atividade benéfica.

A Austrália, o país não membro da NATO que mais tem contribuído na ajuda militar à Ucrânia, adotou várias medidas contra a Rússia, entre elas a imposição de centenas de sanções a pessoas e entidades vinculadas à invasão militar iniciada no 24 de fevereiro.