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A biotecnológica americana Moderna prevê lucrar este ano pelo menos 18.400 milhões de dólares (15.043 milhões de euros) através dos contratos que tem assinados para fornecer a sua vacina contra a covid-19, segundo anunciou esta quinta-feira.

A empresa com sede em Cambridge (Massachusetts, EUA) adiantou ainda que o número poderá aumentar, visto estar em conversas com vários países e com a plataforma Covax para possíveis novas entregas em 2021 e 2022.

Entre os contratos selados pela Moderna, destaque para o com o Governo dos Estados Unidos -ao qual irá fornecer 300 milhões de doses com a opção de mais 200 milhões- e com a União Europeia -310 milhões de doses com 150 milhões de opção em 2022-.

As suas expectativas de lucro ultrapassam as anunciadas recentemente pela também americana Pfizer, que prevê obter este ano cerca de 15.000 milhões de dólares com a vacina desenvolvida junto da alemã BioNTech.

Ao contrário desta empresa, a Moderna optou por não se aliar com uma grande farmacêutica para a produção da sua vacina e está a criar a sua própria rede comercial ao nível global.

A sua vacina, além disso, é algo mais cara, com preços entre 25 dólares (20,43 euros) e 37 dólares (30.24 euros) por dose em comparação com os 19 dólares da Pfizer.