EFELos Angeles (EUA)

O gigante do 'streaming' Netflix anunciou a demissão de 150 trabalhadores, sobretudo na sua sede nos Estados Unidos, depois da perda de 200.000 subscritores reportados pela plataforma durante o primeiro trimestre de 2022.

"A desaceleração do crescimento dos nossos rendimentos implica reduzir os nossos custos como empresa", justificou a companhia num comunicado emitido esta terça-feira.

O texto alega que as mudanças se devem "mais a necessidades comerciais do que ao desempenho individual" dos profissionais despedidos, com os quais estão a colaborar para "apoiar numa transição tão difícil".

A demissão destes 150 funcionários, que nos EUA representam um corte de 2% do total dos seus trabalhadores, é um novo capítulo do mau período que assola a plataforma, que há um mês caiu 36% em Wall Street devido ao elevado número de baixas entre os seus utilizadores.

Desde então, a empresa decidiu também rescindir o contrato de um número não especificado de trabalhadores do Tudum, um site que faz parte do seu conglomerado e usado para promover os seus conteúdos audiovisuais.

Além disso, segundo informou a Variety, a plataforma prevê eliminar outros 70 postos de trabalho temporários em alguns dos seus estúdios de animação associados, além de trabalhadores freelance encarregados das redes sociais do grupo.

Face à saturação do mercado das plataformas de 'streaming', os especialistas estimam que a Netflix poderá perder outros 2 milhões de subscritores durante o trimestre atual.

Os últimos dados oferecidos pela companhia relativamente ao seu número de funcionários apontavam para um total de 11.000. A empresa conta com aproximadamente 220 milhões de utilizadores à volta do mundo.