EFEParis

Os indicadores compostos avançados da OCDE, que indicam antecipadamente mudanças no ciclo económico, continuam a ver sinais de melhoria na atividade em toda a Zona Euro e em alguns dos grandes países que a compõem, tais como a Alemanha, Itália e Espanha.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) disse esta terça-feira em comunicado que os indicadores continuam a indicar "um aumento a um ritmo regular".

A estatística de abril para Espanha aumentou 30 centésimas, até 96,82 pontos, o que significa que ainda se mantém muito abaixo dos 100 pontos que marcam a média a longo prazo.

Os aumentos mensais foram algo maiores na Alemanha (33 centésimas) e Itália (37 centésimas), que em ambos os casos estavam acima das suas médias de longo prazo: 101,14 e 100,79 pontos, respetivamente.

Dentro da Zona Euro, a evolução é menos favorável para França, com um avanço mensal de 18 centésimas, para 98,13 pontos. De acordo com a OCDE, isto antecipa um "crescimento estável".

Fora da moeda única, os indicadores mostraram que outras grandes economias como os Estados Unidos, Japão e Canadá continuaram a progredir "a um ritmo regular". Os Estados Unidos subiram 28 centésimas, para 100,50 pontos.

Quanto às grandes economias emergentes, que não pertencem à OCDE, os indicadores mostram sinais de um aumento da atividade a um ritmo constante na Rússia e na China, como já aconteceu no mês anterior.

Na Índia, contudo, os responsáveis vêm agora um abrandamento, enquanto no Brasil as estatísticas continuam a apontar para "uma inflexão de crescimento".

O indicador do Brasil em abril caiu 26 centésimas, a terceira queda mensal consecutiva, e ficou nos 102,78 pontos.