EFESão Paulo (Brasil)

A OCDE projeta para o Brasil um crescimento de 5% na sua atividade económica deste ano e de 1,4% em 2022, mas recomenda às suas autoridades que realizem reformas fiscais para fazer frente ao "significativo aumento" da inflação nos últimos meses.

Esta recomendação está presente na secção que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) dedica ao Brasil no seu relatório sobre perspetivas económicas difundido esta quarta-feira, que calcula que o país terá este ano um crescimento global de 5,6%.

Brasil, diz o relatório, tem conseguido a recuperação económica, depois da crise gerada em 2020 pela pandemia de coronavírus, graças à campanha de vacinação e ao aumento do consumo privado e dos investimentos.

No entanto -acrescenta-, "os problemas na cadeia de abastecimento, o menor poder aquisitivo, as taxas de juro mais altas e a incerteza política têm travado o ritmo da recuperação".

Além disso, assinala, "o mercado laboral está a recuperar com verdadeiro atraso e o desemprego mantém-se acima dos níveis anteriores à pandemia".

A OCDE calcula que o Brasil vai fechar este ano com uma inflação de 7,8%, mas prevê que as pressões inflacionárias cairão no próximo ano até 5,1%.

Estas pressões, recorda o relatório, forçaram o Banco Central a aumentar as taxas de juro, uma política monetária que prevê manter no próximo ano "para travar a dinâmica da inflação".

A OCDE recorda também que, como no resto do mundo, o Brasil está a sofrer com os efeitos dos aumentos nos preços das matérias prima e os problemas globais na cadeia de abastecimento, o que tem aumentado os preços dos custos de transportes.