EFEParis

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) vê sinais de enfraquecimento futuro na atividade dos Estados Unidos e em vários membros da Zona Euro como a Alemanha, Irlanda ou Espanha.

Os indicadores compostos avançados, que assinalam inflexões no ciclo económico com uma antecipação dentre seis e nove meses, mostraram retrocessos significativos para esses países no relatório mensal da OCDE publicado esta segunda-feira.

O indicador da Alemanha perdeu 23 centésimos e ficou em 98,62 pontos, claramente abaixo do nível 100 que marca o número médio de longo prazo; o dos Estados Unidos desceu 20 centésimos, nos 98,68 pontos; o da Irlanda caiu 41 centésimos, em 98,93 pontos; e o de Espanha 19 centésimos, com 98,76 pontos.

O da Zona Euro como conjunto desceu 12 centésimos, até 98,97 pontos. A OCDE interpretou que isso aponta à continuidade de um crescimento estável.

O organismo também augurou a persistência de um ritmo estável da atividade em França (+1 centésimo, a 99,22 pontos) e uma estabilização em Itália (-4 centésimos, 99,14 pontos).

Sobre o Reino Unido, imerso na persistente incerteza sobre o "brexit", a OCDE explicou que embora haja uma grande margem de erro, estima que o crescimento deverá permanecer estável, "mas à volta de uma tendência historicamente baixa". O seu indicador mensal ganhou um centésimo, a 98,91 pontos.

México destacou-se como o país da organização que teve a maior subida mensal (49 centésimos, até 100,54 pontos).

Quanto às principais economias emergentes, manteve-se a perspetiva de crescimento estável para o Brasil (-6 centésimos, a 102,16 pontos), Rússia (-12 centésimos, a 99,56 pontos) e China (+8 centésimos, a 98,82 pontos).

Por sua parte, a OCDE constatou uma inflexão em queda na Índia (-12 centésimos, a 99,77 pontos) devido à forte queda da indústria automobilística.