EFEFrankfurt (Alemanha)

A fabricante automobilística alemã Opel, filial do grupo francês PSA, vai cortar 2.100 empregos na Alemanha até finais de 2021, garante emprego para os restantes trabalhadores até meados de 2025, mas reserva a opção de mais cortes de pessoal caso for necessário.

A Opel informou hoje que já acordou com o conselho de trabalhadores e o sindicato IG Metall a redução dos 2.100 empregos, mas poderá cortar outros 2.000 mais tarde nas suas fábricas na Alemanha caso os representantes dos trabalhadores concordarem e houver voluntários para a reforma antecipada, reduções no horário de trabalho dos trabalhadores com mais de 55 anos e indemnizações.

Desde que foi adquirida pelo grupo francês PSA em 2017, a Opel já cortou cerca de 6.800 postos de trabalho.

Para os funcionários que permaneçam nas fábricas de Rüsselsheim, Eisenach e Kaiserslautern, a Opel garante o emprego até meados de 2025.

Mas reserva a opção de cortar 1.000 empregos em 2022 e outros 1.000 em 2023, caso necessário, devido ao processo de transformação que a indústria automóvel atravessa.

Neste caso, vai prolongar a garantia de emprego para os trabalhadores que fiquem na empresa até meados de 2029.

A fábrica de Rüsselsheim (perto de Frankfurt), onde trabalham 70% dos funcionários da Opel, será uma das mais afetadas pelos cortes de pessoal devido a uma sobrecapacidade de engenheiros.

Esta fábrica começará a montar o Astra a partir de 2021 em todas as suas variantes, incluindo um híbrido.