EFEBruxelas

Os países da União Europeia alcançaram esta sexta-feira um acordo preliminar sobre a gestão de ataques cibernéticos às infraestruturas dos setores da energia, transporte, finanças, saúde e digital.

O acordo, que ainda deve ser negociado com o Parlamento Europeu, obriga os países a desenhar estratégias de cibersegurança para prevenir ataques aos operadores de média e grande dimensão e às administrações públicas dos setores mencionados dependentes dos Governos centrais.

Cada país poderá estender a estratégia às entidades públicas regionais e locais.

Os países da UE decidiram, contudo, que o regulamento não será aplicado aos setores da defesa ou segurança pública e nacional, judiciário, nem aos bancos centrais ou parlamentos.

"Temos visto um rápido aumento no número de ciberataques aos setores público e privado e aos nossos cidadãos e o importante impacto que estes ataques têm na nossa sociedade, sobretudo porque vivemos num mundo cada vez mais digitalizado", disse Bostjan Koritnik, ministro da Administração Pública da Eslovénia, cujo país ostenta este semestre a presidência rotativa da UE.

"Há muito em jogo e a nova norma vai desempenhar um papel importantíssimo no fortalecimento da nossa cibersegurança. Vai também mostrar que a Europa é líder em legislação sobre cibersegurança", acrescentou.