EFEBruxelas

O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, transmitiu esta quinta-feira ao presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, a urgência de que a UE acorde medidas conjuntas para enfrentar o constante aumento dos preços da energia.

Sánchez reuniu-se com Michel em Bruxelas horas antes do início da cimeira de chefes de Estado e de Governo, que tem na agenda uma análise da situação causada pelo aumento dos preços da energia.

Espanha abriu o debate sobre este problema no seio da UE ao considerar que não se trata de uma questão nacional, mas sim europeia, pelo que as respostas, para além das de cada Estado-membro, devem também ser conjuntas.

Tendo isto em conta, a Comissão Europeia já tomou medidas, mas o Governo espanhol considera-as claramente insuficientes e pede ir mais além, defendendo medidas como as compras conjuntas de gás.

Foi isso que Sánchez transmitiu na sua reunião com Michel, e é isto que também transmitirá numa reunião posterior com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Uma mensagem que transmitirá também aos líderes socialistas europeus com os quais se vai encontrar esta quinta-feira um pouco antes do início da cimeira.

O presidente do Governo espanhol defende avançar não só na compra conjunta de gás, alegando a eficácia demonstrada com a compra unitária de vacinas contra o coronavírus, como também a revisão do sistema de fixação de preços no mercado da eletricidade.

Na sua opinião, o sistema de preços marginalista penaliza as fontes de energia renováveis.

Na reunião dos líderes europeus na cidade eslovena de Kranj no início do mês, Sánchez pediu "ousadia e contundência" na adoção de medidas para reduzir os preços energéticos.

O chefe de Governo espanhol vai enfatizar este ponto em Bruxelas, pois não está satisfeito com a resposta inicial da Comissão Europeia, dizendo que é necessário uma ação mais estrutural, não apenas medidas paliativas para ajudar as pessoas mais vulneráveis.

A Comissão, numa comunicação publicada a 13 de outubro, não propôs medidas urgentes de forma conjunta ao considerar que os Estados-membros podem oferecer respostas por si próprios.

A CE acordou reabrir o debate sobre as compras em comum, mas é apenas a favor da criação de reservas comunitárias de gás semelhantes às que já existem para a gasolina.