EFEParis

O grupo automobilístico Renault vai deixar de produzir este ano "cerca de 500.000 veículos" em todo o mundo devido aos encerramentos de fábricas causados pela pandemia e os problemas de fornecimento que afetam especialmente os semicondutores.

A Renault avançou o número esta sexta-feira ao anunciar o seu volume de ventas e faturação para o terceiro trimestre, que registou grandes descidas.

As vendas do grupo caíram 22,3%, até às 599.027 unidades, entre julho e setembro, enquanto que a faturação baixou 13,4%, até 9.000 milhões de euros, segundo informou a companhia em comunicado.

A perda de produção do terceiro trimestre, principalmente pela falta de componentes (tanto pela falta de semicondutores como pelos transtornos nas cadeias logísticas globais) é estimada em cerca de 170.000 veículos.

Ainda assim, o grupo Renault, que também é integrado por marcas como a Dacia, Lada e Alpine, está confiante em cumprir as suas previsões de uma margem operacional de 2,8% do seu volume de negócios para todo o ano.

A diretora financeira do grupo, Clotilde Delbos, sublinhou que as medidas de reestruturação interna lançadas no ano passado para reduzir custos e aumentar as margens de vendas permitem-lhes confirmar as suas previsões (financeiras) para o ano "apesar da deterioração da disponibilidade de componentes no terceiro trimestre".