EFEGenebra

Seis "criptomilionários" que se viram beneficiados pelo forte aumento do valor de criptomoedas como o bitcoin, que se multiplicou por cinco no último ano, entraram pela primeira vez na lista das maiores fortunas da Suíça elaborada atualmente pela revista económica Bilan e publicada esta sexta-feira.

A família Hoffmann-Oeri-Duschmalé, que controla o gigante farmacêutico Roche, mantém-se no primeiro lugar pelo segundo ano consecutivo, com uma fortuna avaliada em cerca de 35.000 milhões de francos suíços (33.000 milhões de euros).

Seguem-se Klaus-Michael Kühne, acionista maioritário do grupo de transporte Kühne Nagel, e o milionário francês sediado em Genebra Gérard Wertheimer, um dos donos da marca de luxo Chanel, ambos com uma fortuna de uns 30.000 milhões de francos (28.000 milhões de euros).

A pandemia, analisa Bilan, não tem afetado muito as grandes fortunas, cujo número duplicou nos anos decorridos desde a crise financeira de 2008, e existem já cerca de 20.000 residentes na Suíça com património superior a 10 milhões de francos (9,5 milhões de euros).

A fortuna total dos 300 suíços mais ricos aumentou 16,3%, a percentagem mais alta nos 30 anos em que a revista elabora esta lista.

No caso dos novos "criptomilionários", as suas fortunas beneficiaram do forte aumento do valor de criptomoedas como o bitcoin, que se multiplicou por cinco no último ano.

É o caso de Niklas Nikolajsen, um dinamarquês com residência na cidade suíça de Zug que na lista da Bilan aparece no posto 231, com um património avaliado em 400 milhões de francos (382 milhões de euros).