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Os sindicatos na Amazon retomam esta sexta-feira as greves no centro logístico de San Fernando de Henares (Madrid), que se somam às que protagonizaram no final de novembro por causa da "Black Friday".

Além das greves marcadas nos passados 23 e 24 de novembro e a que vai acontecer amanhã, os sindicatos CCOO e CGT convocaram mais cinco dias de paragem para 9 de dezembro, em plena ponte da Constituição em Espanha, para os dias 15 e 30 de dezembro, e para 3 e 4 de janeiro, véspera do dia de Reis, os dias de maiores vendas do ano.

Ambos sindicatos já avançaram no início do mês a sua intenção de convocar novas interrupções no centro logístico da Amazon em San Fernando de Henares, a maior das plataformas que o gigante do comércio eletrónico tem em Espanha, coincidindo com as campanhas da "Black Friday" e do Natal.

Estas interrupções juntam-se às outras realizadas anteriormente neste centro logístico, o primeiro que a Amazon abriu em Espanha.

Os sindicatos mostram-se contrários à decisão da companhia de passar de um acordo próprio a um provincial, o que, segundo os representantes dos trabalhadores, piora as condições de trabalho dos funcionários do centro.

Além da negociação do acordo, que destacam que está caduco há meses, e a falta de negociação do mesmo, os sindicatos defendem que estava implantado no momento da abertura do centro.

Os últimos dias de greve a 23 e 24 de novembro, coincidindo com a campanha de descontos da "Black Friday", tiveram uma ampla adesão, segundo os dados divulgados pelos sindicatos, que chegaram a apontar um acompanhamento de 90%, dados que a Amazon qualificou de incorretos.

A companhia ressaltou que os trabalhadores contam com um "salário competitivo, um pacote completo de benefícios e programas de formação inovadores", e que "financia 95% dos estudos" para os funcionários.

Além disso, incidiu que aplica os níveis salariais dos acordos regionais de logística aos seus empregados e novas contratações, com um salário mínimo anual em Madrid de mais de 19.300 euros.