EFEBruxelas

A taxa de poupança nas famílias da Zona Euro desceu para 17,3% no terceiro trimestre de 2020, menos sete pontos que no segundo (24,6%), um número que, apesar da caída, é o segundo valor mais alto registado desde o início da série histórica em 1999, segundo publicou esta segunda-feira o escritório de estatística comunitária, o Eurostat.

Esta diminuição da taxa de poupança deveu-se a uma forte recuperação do consumo (mais 13,9%) a um ritmo muito superior à recuperação do rendimento bruto disponível dos lares, que só aumentou 3,9%.

Por sua vez, a taxa de investimento dos lares na Zona Euro foi de 8,8% no terceiro trimestre de 2020, pelo que recupera do 7,9% do trimestre anterior. O aumento é explicado pela subida de 15,1% na formação bruta de capital fixo, enquanto que o aumento do seu rendimento bruto disponível foi muito mais modesto.

Já os lucros das empresas na Zona Euro registaram um ligeiro aumento neste período, já que passaram de 39% no segundo trimestre a 39,6% do terceiro, graças à recuperação do valor acrescentado bruto empresarial (mais 14,5%) a um ritmo superior à recuperação das retribuições dos trabalhadores (salários e contribuições sociais) e outros impostos menos as subvenções sobre a produção, que no total cresceram 13,4%.

Por outro lado, a taxa de investimento empresarial na Zona Euro manteve-se quase estável em 23,3%, dado que no segundo trimestre de 2020 este valor foi apenas uma décima menor, algo que se deveu à formação bruta de capital fixo empresarial (mais 14,9%), levemente superior à recuperação do valor acrescentado bruto empresarial, que ficou em 14,5%.