EFEBruxelas

O tráfego aéreo na Europa aumentou 37% entre 2020 e 2021, segundo um relatório publicado esta terça-feira pela secção europeia do Conselho Internacional de Aeroportos, que mostra que a atividade permanece ainda 59% abaixo dos níveis antes da pandemia.

"Por agora, o impacto da Ómicron continua a ser enorme (...). Isto significa que o primeiro trimestre será dececionante, mas esperamos que o tráfego melhore à medida que a primavera se aproxima", disse em comunicado o diretor-geral da ACI EUROPE, Olivier Jankovec.

O relatório assinala que a aviação europeia perdeu 1.400 milhões de passageiros com respeito a 2019, último ano de atividade normal antes do começo da pandemia, e o contexto atual indica que os aeroportos pequenos estão a recuperar mais rapidamente que os grandes.

"Após perder 1.720 milhões de passageiros em 2020, todos tínhamos grandes esperanças de uma forte recuperação em 2021. Mas o ano passado acabou por ser outro ano difícil", disse Jankovec.

Com este baixo nível de tráfego, os aeroportos "continuam sob um stress considerável, com uma debilidade financeira sistémica em toda a nossa indústria", acrescentou.

A variante Delta comprometeu o primeiro semestre do ano, com uma descida do tráfego de 77,7% quanto a 2019, mas os níveis recuperaram a partir do segundo e, graças à vacinação e aos certificados para facilitar as viagens, limitaram a descida a 42,4% relativamente ao ano anterior à pandemia.

Os aeroportos dos países pertencentes à União Europeia registaram uma subida de apenas 29,2% face a 2020 e continuam com um tráfego 64,6% inferior a 2019.

Os aeroportos que melhor se comportaram na comparação com 2019 foram os da Grécia (-46,8%), Roménia (-52,7%), Luxemburgo (-53,9%), Chipre, (-55,6%), Bulgária (-55,9%), Espanha (-56,4%) e Portugal (-57,9%).

No extremo oposto estão os da Finlândia (-80,5%), Reino Unido (-78,1%), República Checa (-74,8%) e Irlanda (-74,4%), devido às "severas restrições de viagem impostas por esses países", indicou a ACI Europe.

Em todo o ano de 2021, os aeroportos do continente europeu como um todo que viram mais tráfego foram os de Istambul, Moscovo Sheremetyevo, Paris-CDG, Amesterdão-Schiphol e Moscovo Domodedovo.

Os grandes aeroportos tiveram piores números que os que recebem em média menos de 5 milhões de passageiros por ano, que limitaram a 53,5% a perda de tráfego quanto a 2019, frente à queda de 63,3% nos grandes.

No último ano, o tráfego de mercadorias avançou 21,8% em toda a rede de aeroportos europeus em comparação com o anterior, e o volume ficou 7,7% acima dos níveis anteriores à pandemia.