EFEWashington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aparentemente incomodado pela cobertura da imprensa sobre as suas finanças, afirmou hoje que não precisa de bancos para fazer os seus negócios.

Trump partilhou cinco mensagens sobre o assunto em menos de um minuto na sua conta do Twitter, e 15 minutos depois acrescentou outra queixando-se de que "se perderam duas mensagens, provavelmente um erro do Twitter".

A 30 de abril, Trump e três dos seus filhos processaram dois bancos, o alemão Deutsche Bank e o americano Capital One, para impedir que entreguem informação sobre as suas finanças ao Congresso.

O documento judicial foi interposto no tribunal do distrito sul de Nova Iorque e representou uma nova tentativa de Trump para travar a investigação empreendida pela oposição democrata, que tem maioria na Câmara dos Representantes.

Concretamente, Trump, três dos seus filhos -Donald Jr., Ivanka e Eric- e a sua empresa, a Trump Organization, pediram a um juiz que impeça que os dois bancos outorguem a dois comités da Câmara dos Representantes informação sobre as suas finanças, algo ao qual estão obrigados porque a solicitação foi feita através de um requerimento judicial.

O presidente afirmou que o jornal "The New York Times" e "outros nos Média de Notícias Falsas continuam a escrever contos sobre que eu não usei muitos bancos porque os bancos não queriam fazer negócios comigo".

"Isso é FALSO!", acrescentou: "É porque eu não precisava de dinheiro. É antiquado, mas certo. Quando um não precisa ou não quer dinheiro, nem precisa nem quer os bancos".

"Os bancos estiveram sempre à minha disposição, eles querem ganhar dinheiro -continuou o presidente-. Os Média Falsos só dizem essas coisas para danificar, e usam sempre fontes não identificadas (porque as suas fontes nem sequer existem)".

"Agora a grande história é que Trump ganhou muito dinheiro e que compra tudo com dinheiro, que não precisa de bancos", comentou Trump. "Mas então de onde consegue todo esse dinheiro? Talvez da Rússia? Não, eu ergui um grande negócio e não preciso de bancos".

"Mas se precisasse, lá estariam", acrescentou. "E quanto ao DeutscheBank... foi muito bom e muito profissional no tratamento, e se por alguma razão não me sentisse bem com eles iria a outro lado. Houve sempre muito dinheiro disponível e bancos entre os quais escolher", concluiu.