EFENova Iorque

O Twitter refutou esta quinta-feira os últimos argumentos do empresário Elon Musk para "escapar" do acordo de compra da rede social, enquanto a batalha entre as partes num tribunal de disputa comercial dos Estados Unidos vai ficando cada vez mais tensa.

O presidente do Twitter, Bret Taylor, compartilhou esta quinta, numa mensagem no Twitter, um documento de 127 páginas para responder aos argumentos que Musk apresentou recentemente, de forma confidencial, no tribunal para se opor à ação da rede social.

Em julho, o Twitter processou Musk num tribunal de Delaware para forçá-lo a comprar a empresa depois do empresário ter tentado anular o acordo, alegando que a rede social não lhe forneceu os números de contas falsas que exigia.

Na última sexta-feira, o fundador da Tesla apresentou um processo contra o Twitter que não foi tornado público caso a empresa exigisse ocultar informações confidenciais contidas nos seus argumentos, aos quais respondeu diretamente esta quinta-feira.

Taylor disse que os argumentos no processo de Musk "são factualmente imprecisos, legalmente insuficientes e comercialmente irrelevantes", e que a empresa está a "aguardar o julgamento".

"Segundo Musk, ele -o multimilionário fundador de várias empresas, assessorado por banqueiros e advogados de Wall Street- foi enganado pelo Twitter para assinar um acordo de compra de 44.000 milhões de dólares", afirma o documento.

A empresa cita e refuta, um a um, mais de 200 parágrafos do processo confidencial de Musk, no qual o magnata acusa o Twitter de não lhe fornecer números de contas falsas e de manipular "métricas-chave" de utilizadores ativos.

O Twitter descreve esses argumentos, que incluem "um novo conjunto de desculpas", como uma "história inverosímil" criada "para escapar de um acordo de compra que Musk não voltou a considerar atrativo" quando as ações e os seus ativos perderam valor.

O julgamento entre Twitter e Musk para resolver a disputa sobre a compra da rede social começará a 17 de outubro, a menos que ambas as partes concordem noutra data, e durará cinco dias, segundo comunicações recentes do tribunal.