EFENova Iorque

Desde que suspendeu a conta do presidente cessante dos EUA, Donald Trump, as ações do Twitter têm vindo a cair constantemente em Wall Street, onde perderam 2,37% esta terça-feira.

A queda vem juntar-se a uma ainda maior sofrida na segunda, quando caíram mais de 6%, com os investidores preocupados que a expulsão de Trump possa reduzir o interesse na plataforma e levar muitos dos seus seguidores a abandoná-la a favor de outras alternativas.

Apesar dos fortes contratempos destes dias, o cotação do Twitter permanece relativamente elevada, em 47,04 dólares por ação, graças à escalada que protagoniza desde a primavera de 2020.

O Twitter anunciou na passada sexta-feira a suspensão permanente da conta @realDonaldTrump, que tinha mais de 88 milhões de seguidores e que se tinha convertido no grande altifalante público do presidente.

A empresa, que tinha bloqueado temporariamente a conta após Trump ter justificado o ataque ao Capitólio pelos seus apoiantes, decidiu tornar o veto permanente, tendo em conta o risco de "mais incitamento à violência", na sequência de novas mensagens do presidente.

O movimento gerou uma onda de críticas ao Twitter entre os conservadores norte-americanos, que denunciam a alegada censura por parte da plataforma, que durante anos se recusou a censurar os tweets de Trump -mesmo quando espalhavam teorias conspiratórias ou incitavam ao ódio- como sendo de interesse público, dado o seu estatuto de presidente.

Recentemente, porém, a rede social começou a acompanhar os tweets do presidente com avisos de que as suas mensagens contradiziam factos ou dados oficiais, especialmente em relação aos resultados eleitorais de novembro, que Trump se recusou a reconhecer durante dois meses.