EFEParis

A União Europeia (UE) está de acordo com muitas das críticas americanas à China sobre as suas práticas anticoncorrência no terreno comercial, mas não com as sanções que a Administração de Donald Trump aplica a Pequim ou ameaça pôr em prática.

Numa conferência em Paris sobre o futuro das instituições financeiras internacionais criadas há 75 anos em Bretton Woods, a comissária europeia do Comércio, Cecilia Malmström, afirmou esta terça-feira que a UE apoia "a análise" dos Estados Unidos, mas "não os métodos".

Malmström referiu-se aos seus excessos de capacidades, os subsídios públicos chineses ao setor industrial ou outros problemas na transferência de tecnologias.

"A China ganhou enormemente com o sistema multilateral" e agora deve contribuir para a sua reforma corrigindo essas práticas, apontou.

"As soluções têm que ser sistémicas e têm que se encontrar no sistema multilateral e baseado nestas normas e regras internacionais. A China pode contribuir muito a isso", ressaltou Malmström.

A comissária reconheceu que a Organização Mundial do Comércio (OMC) "está numa profunda crise" e que é preciso reformá-la, mas não suprimi-la, porque isso "não é uma alternativa".

Além disso, acrescentou que embora a OMC não seja um sistema perfeito, esta funcionou, e afirmou que a UE está disposta a liderar esse processo de reforma, mas precisa do apoio de outros, em particular dos Estados Unidos e da China, para manter o sistema multilateral.