EFEBruxelas

Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) deram esta sexta-feira o aval definitivo para que a francesa Christine Lagarde se torne em presidente do Banco Central Europeu (BCE) no próximo 1 de novembro em substituição do italiano Mario Draghi.

Os líderes europeus tinham escolhido à ex-diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o posto em julho passado dentro da distribuição de altos cargos nas instituições europeias após as eleições europeias de maio.

A sua candidatura foi formalizada pouco depois pelos ministros de Economia e Finanças, após o qual se pronunciaram a favor o próprio conselho de Governo do BCE e o Parlamento, embora as suas opiniões não sejam vinculativas.

Lagarde recebeu sinal verde do Parlamento Europeu em setembro após um comparecimento na qual avançou que a política de estímulos monetários iniciada com o seu predecessor vai continuar ao início do seu mandato, embora se vigiarão os seus efeitos secundários, e antecipou que há margem para que o BCE faça mais investimentos "verdes".

A aprovação final nesta sexta-feira na cimeira europeia era o último passo formal necessário para que Lagarde se torne na primeira mulher à frente do emissor da Zona Euro, para um mandato de oito anos.

Lagarde vai assumir o comando do BCE num momento de arrefecimento económico na Zona Euro mais prolongado do que o previsto, sem reflexos que as tensões comerciais mundiais se vão dissipar a curto prazo e em plena incerteza pelo "brexit".

Também num contexto no qual, perante a continuidade da política monetária flexível, aumentam as vozes que questionam se é possível continuar a lidar com os efeitos secundários da mesma, em particular sobre a rentabilidade dos bancos.