EFELuxemburgo

Os ministros de Economia e Finanças da União Europeia (UE) e as instituições comunitárias reconhecem que o orçamento para a Zona Euro, cujo projeto inicial foi acordado na madrugada de sexta-feira, é um avanço pequeno mas relevante para melhorar a resposta dos parceiros do euro frente a potenciais crises.

"É necessário mais trabalho, mas hoje demos um número de pequenos passos que combinam os resultados (de meses de complexas negociações) num progresso real", disse o presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, em conferência de imprensa.

Após seis meses de negociações e uma reunião de mais de 15 horas que começou quinta-feira, os ministros de Economia e Finanças do euro -aos quais se somam para esta negociação os do resto da UE de forma excepcional- acordaram as linhas gerais do primeiro orçamento específico para a Zona Euro.

No entanto, além de estabelecer que será utilizado para ajudar os países a apoiar reformas e investimentos, o acordo deixa abertas questões cruciais como o modo de o financiar ou a sua quantia pelas diferenças entre os Estados membros.

"É o melhor compromisso que podíamos conseguir dada a situação atual da Europa. Não devemos esquecer que alguns ministros em alguns países estavam absolutamente contra o simples princípio de um orçamento da Zona Euro", disse o comissário europeu de Assuntos Económicos, Pierre Moscovici.

"É o primeiro (orçamento) específico para a Zona Euro, portanto não subestimemos a importância simbólica deste passo, embora o nosso trabalho não tenha acabado. Não nos felicitemos demasiado, mas não estejamos decepcionados porque fizemos um trabalho importante", acrescentou.

O comissário europeu reconheceu que ele era partidário de uma maior ambição, mas recalcou que as bases estipuladas hoje vão permitirão continuar a desenvolver depois este instrumento.

Lamentou, no entanto, que o orçamento estipulado não contemple a possibilidade de o utilizar para estabilizar as economias daqueles países da Zona Euro que atravessem crises pontuais, algo que as instituições comunitárias consideram essencial.