EFEBruxelas

A Comissão Europeia (CE) apresentou esta quarta-feira uma estratégia dupla para gerar hidrogénio 100% renovável a ser implementada em grande escala na economia da União Europeia (UE) em 2050 e melhorar a integração de todo o sistema energético europeu para ajudar a erradicar o CO2.

Bruxelas quer que o hidrogénio renovável seja produzido principalmente a partir de energia eólica e solar e que integre a sua cadeia de valor para reduzir custos e torná-la mais competitiva.

Contudo, reconhece que, a curto e médio prazo, "serão necessárias outras formas de hidrogénio com baixo teor de carbono para reduzir rapidamente as emissões e apoiar o desenvolvimento de um mercado viável" para, mais à frente, produzir hidrogénio renovável em grande escala e integrar a sua cadeia de valor desde a produção até ao transporte.

O objetivo é que seja utilizado numa multiplicidade de sectores, incluindo indústrias como instalações químicas ou metalúrgicas.

Inicialmente, entre 2020 e 2024, a estratégia procura desenvolver um setor na sua infância para instalar "pelo menos 6 gigawatts de eletrólitos de hidrogénio renováveis na UE" e "um milhão de toneladas de hidrogénio renovável".

Numa segunda fase (2025-2030) prevê-se que seja "uma parte intrínseca" de um sistema energético europeu integrado, com "pelo menos 40 GW de eletrólitos de hidrogénio renováveis e (...) dez milhões de toneladas de hidrogénio renovável".

Na terceira fase (2031-2050), as tecnologias relacionadas com o hidrogénio "devem atingir a maturidade e ser implantadas em grande escala em todos os sectores difíceis de descarbonizar".

Juntamente com o hidrogénio, a Comissão adotou outra estratégia para melhorar a integração do setor energético europeu que facilite a produção de energia mais limpa e barata com ações que vão desde a revisão da legislação até a um maior apoio financeiro ou fiscal.

Esta estratégia baseia-se em três pilares. O primeiro procura tornar o setor mais eficiente, o segundo quer uma maior eletrificação dos sectores de utilização final e o terceiro centra-se na promoção de fontes de energias limpas como o hidrogénio, mas também biocombustíveis sustentáveis ou biogás.

(Mais informação sobre a União Europeia em euroefe.euractiv.es)