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Vários países que integram a aliança Opep+ apoiam um aumento gradual da produção de petróleo a partir de janeiro de 2021, um compromisso para chegar a acordo sobre o nível de bombeamento adequado para os próximos meses, segundo avançou esta segunda-feira a agência de notícias russa "TASS".

"Alguns países, inclusivamente a Rússia, querem aumentar gradualmente a produção a partir de janeiro", indicou uma fonte da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) consultada pelo meio russo.

De acordo com as informações obtidas pela "TASS", essas nações defendem o argumento de que a situação no mercado de petróleo é mais favorável do que no início do ano durante a primeira vaga da covid-19.

Por outro lado, há países que preferem ampliar "por vários meses" o atual corte de 7,7 milhões de barris diários (mbd) para 2021, propondo um prolongamento de três meses ou mais dos padrões atuais.

Segundo a "TASS", o Cazaquistão é um dos países que se mantém contrário a uma nova extensão do corte.

O atual acordo para redução na produção em 7,7 milhões de barris por dia (mbd) expira a 31 de dezembro. Depois disso haverá um aumento de 1,9 mbd, um nível que, a princípio, deverá ser mantido até abril de 2022.

O aumento está previsto como a terceira e última etapa deste acordo, cuja primeira envolveu a retirada do mercado de 9,7 mbd - cerca de 10% da oferta mundial - entre maio e julho.

Na reunião informal por videoconferência realizada este domingo pelo comité interno para monitorizar o cumprimento do corte, co-presidido pelo vice-primeiro ministro da Rússia, Alexander Novak, e pelo ministro da Energia da Arábia Saudita, Abdulaziz bin Salman, não houve acordo.

A "TASS" tinha apontado antes que as autoridades dos dois países concordavam com a necessidade de estender o corte.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse esta segunda que, apesar das diferenças entre os países da aliança, estas não são tão profundas como aconteceu em março, quando não se chegou a um acordo sobre o corte, o que levou a uma guerra de preços.

O representante do Governo da Rússia também disse que o presidente do país, Vladimir Putin, não tinha planos de falar com os líderes da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos ou do Cazaquistão, antes da reunião dos ministros da aliança da Opep+.