EFEMadrid

A venda mundial de computadores aumentou 2,7% em termos anuais em 2019, o primeiro a registar um crescimento em oito anos, de acordo com dados da consultora americana IDC.

O relatório assinala que 2019 foi um ano "excelente" para o segmento, que cresceu em três dos quatro trimestres do ano, alcançando 266,7 milhões de unidades distribuídas.

Os dois principais fabricantes ficaram com quase metade das vendas de 2019, com a Lenovo a liderar com 24,3% de quota de mercado, seguida pela HP, com 23,6%.

A Dell, por sua vez, foi responsável por 17,5% das vendas, a Apple por 6,6% e a Acer por 6,4%, de acordo com a mesma fonte.

"Embora o negócio continue a enfrentar desafios, este ano é uma clara indicação de que continua a haver procura por computadores", disse o analista Ryan Reith.

O final do ano viu-se impulsionado pelo último trimestre, de outubro a dezembro, um trecho que cresceu 4,8% face ao ano anterior, favorecido pelas férias de Natal e pelo esgotamento do sistema operativo Windows 7, que deixa de funcionar este mês de janeiro.

Este foi o melhor resultado trimestral em 4 anos, desde o final de 2015. De outubro a dezembro, os fabricantes colocaram 71,8 milhões de computadores no mercado.

Por ordem, a Lenovo vendeu 17,8 milhões de computadores, seguida pela HP (17,1 milhões), Dell (12,5), Apple (4,7) e Acer (4,4).

As preocupações que marcaram o ano, tais como as tensões comerciais ou o corte na oferta de processadores, atenuaram-se no último trimestre.

Segundo a consultora, estas mesmas tendências vão marcar a atividade de 2020, podendo arrastar os lucros, enquanto a chegada generalizada da tecnologia 5G ou dos computadores dobráveis de ecrã duplo são os fatores que podem impulsionar a atividade.