EFEParis

O grupo Renault, afetado como a maior parte do setor automobilístico pela escassez de semicondutores, vendeu no ano passado 2.696.401 veículos, o que representa uma descida de 4,5% relativamente a 2020, que tinha sido um ano bastante mau devido ao impacto da covid-19.

A companhia automobilística francesa, que sofreu enormes retrocessos na maioria dos seus grandes mercados, assinalou esta segunda-feira no comunicado de apresentação de resultados que desde o terceiro trimestre de 2020 a sua prioridade não é vender o maior número de carros possíveis, mas sim fazê-lo pelos canais mais rentáveis, isto é, aos particulares.

A esse respeito, indicou que nos seus cinco principais países da Europa (França, Alemanha, Espanha, Itália e Reino Unido) a percentagem de veículos comercializados por esse canal de particulares foi no ano passado 58% do total, mais seis pontos que em 2019.

Além disso, o diretor-executivo do grupo automobilístico francês, Luca de Meo, apontou na semana passada que em 2021 a falta de semicondutores nas fábricas impediu o grupo de produzir 500.000 unidades, 400.000 destas da marca Renault.

Para além dessas explicações, a evolução das diversas marcas do grupo permite observar certas tendências. A marca Renault caiu globalmente 5,3%, com 1.693.609 unidades, devido a uma descida de 10,5% em veículos particulares (1.318.785) que não pôde ser compensado pelas carrinhas, que subiram 19% (a 374.824).

A marca de baixo custo Dacia, por sua vez, progrediu 3,1%, até 537.095 carros. O Dacia Sandero continuou a ser, graças à sua nova versão, o modelo mais vendido aos clientes particulares na Europa. A marca russa Lada manteve-se praticamente estável (0,3%, a 385.208), enquanto a desportiva Alpine deu um salto de 74,1% mas com um volume reduzido (2.659 unidades).

Por sua vez, a sul-coreana Renault Samsung Motors caiu 36,3%, a 57.480 carros, e as marcas chinesas Jinbei e Huasong desceram 41,7%, com 15.999.