EFEParis

A Renault sofreu no primeiro semestre uma queda das vendas em vários dos seus mercados emergentes, em particular na Turquia, Argentina e Irão, de modo que as suas inscrições no mundo retrocederam 6,7% a respeito do mesmo período de 2018, com 1.938.579 unidades.

Na Europa, a fabricante francesa conseguiu resistir à queda do mercado e manteve o volume da primeira metade do ano passado com 1.070.641 veículos, apesar da descida do seu mercado doméstico de 2,5%, com 379.454 unidades, explicou esta terça-feira em comunicado.

Outros países do Velho Continente compensaram essa descida em França, como Espanha, onde a Renault comercializou 104.544 carros, mais 3,7%, com a sua fração de mercado a ficar em 12,9%.

Também jogaram ao seu favor na Europa as camionetas, com um aumento das vendas de 7,5%, o dobro do crescimento de 3,7% deste segmento.

Os principais pontos negros para o grupo francês foram a Turquia, com uma diminuição de 48,3%, até 36.709 veículos, a Argentina, com uma queda de 50,2% a 36.897 carros, e o Irão, com nenhuma venda.

No Irão, a Renault deixou de vender carros em agosto de 2018 devido ao embargo dos Estados Unidos. Na primeira metade de 2018 tinha matriculado 77.698 unidades.

A francesa também registou uma severa queda na China (23,8%, com 89.752 carros), que foi mais marcado que o do próprio mercado (12,7%).

Frente à queda da Argentina, no seu outro grande mercado sul-americano, o Brasil, as vendas progrediram 20,2%, com 112.821 veículos, e a sua quota subiu até 9,1%.

A Rússia foi o segundo país em importância para a companhia francesa, com 238.617 unidades, uma leve redução de 0,9% que lhe permitiu elevar a sua quota até 28,8%, o que representa mais 45 pontos que no primeiro semestre de 2018.

A marca Lada trouxe-lhe 174.186 inscrições (+2,5%), graças em particular aos seus modelos Granta e Vesta, os mais vendidos na Rússia.

A Renault vendeu mais de 30.600 veículos elétricos na primeira metade de 2019, o que significa mais 42,9% que no mesmo período do ano passado, e praticamente todos na Europa.

A empresa francesa comercializou no Velho Continente 25.041 unidades do Zoe (+44,4%) e 4.653 da camioneta Kangoo ZE (+30,7%).

Neste segundo semestre, a companhia tem programado o lançamento de seu modelo elétrico City K-ZE na China.

Ao nível global, a sua marca de baixo custo, a Dácia, cresceu 4,5%, até 395.077 carros, enquanto a Renault desceu 11,5%, com 1.229.658, essencialmente devido à situação no Irão, Turquia e Argentina.

Para o segundo semestre, o diretor comercial do grupo, Olivier Murguet, afirmou numa conferência telefónica que o mercado automobilístico mundial deverá permanecer estável, pelo que deverão fechar 2019 com uma queda à volta de 3%.

Nesse contexto, a Renault espera aumentar as vendas na segunda metade do ano graças ao lançamento de modelos como os novos Zoe e Clio na Europa, o Arkana na Rússia, o Triber na Índia e o City K-ZE na China.

Murguet ressaltou que a companhia conseguiu manter "uma boa disciplina" no que se refere aos preços no primeiro semestre e assegurou que tal vai continuar na segunda metade do ano, pois essa política é "essencial" para o grupo.