EFEBarcelona

O vice-presidente do Banco Central Europeu, Luis de Guindos, descartou esta sexta-feira um cenário de recessão na Europa a curto prazo apesar da subida da inflação e da moderação do crescimento, mas alertou que "o nível brutal de incerteza" obriga a que os europeus sejam "humildes".

Durante um fórum económico em Barcelona, o economista e antigo ministro da Economia espanhol ressaltou o "empobrecimento" na Europa, dado que o crescimento económico será "bem mais moderado" que o 4% que se previa antes da guerra na Ucrânia e a maior inflação causada pelo encarecimento da energia e das matérias prima.

"A incerteza também cresceu muito. Não sabemos o que vai acontecer. Podem surgir questões imprevistas. Se me perguntam se vamos entrar em recessão, entendida como dois trimestres consecutivos de crescimento negativo, acho que não", disse em resposta às perguntas dos participantes na sessão.

No entanto, alertou de seguida que o "nível de incerteza brutal" que existe recomenda que os europeus sejam "humildes".

O economista previu que a inflação vai desacelerar na segunda parte do ano na Zona Euro, com um comportamento ascendente subjacente, e uma taxa final no último trimestre entre 4 e 5%.