EFEBruxelas

A Zona Euro registou um excedente de 27.900 milhões de euros no seu comércio de bens com o resto do mundo em julho, enquanto a União Europeia terminou o mês com um saldo positivo de 25.800 milhões de euros, segundo informou esta quarta-feira o escritório de estatística comunitária Eurostat.

"As medidas de contenção da COVID-19 amplamente introduzidas pelos Estados membros continuaram a ter um impacto notável no comércio internacional de bens" em julho, segundo o Eurostat.

Apesar de uma recuperação em julho das importações e exportações depois da grande descida registada em abril e maio, os meses de confinamento mais estrito, os níveis continuam abaixo dos observados no mesmo período do ano anterior.

Na Zona Euro, as exportações de bens ao resto do mundo em julho subiram a 185.200 milhões de euros, menos 10,4% que no mesmo mês de 2019, enquanto as importações ficaram em 157.300 milhões, menos 13,4%.

No entanto, tal representa um balanço positivo de 27.900 milhões de euros, superior aos 23.200 milhões do ano anterior, segundo as primeiras estimativas do Eurostat.

O comércio entre os países da moeda única caiu 8,6% em comparação com julho de 2019, até aos 153.700 milhões.

No conjunto da UE, as exportações também foram 11,3% inferiores às registadas em julho de 2019, ascendendo a 168.500 milhões de euros, enquanto as importações foram 16% menores, ficando em 142.600 milhões.

O excedente gerado, contudo, foi de 25.800 milhões de euros, superior aos 20.200 milhões registados no mesmo período de 2019.

O comércio intracomunitário caiu até aos 239.200 milhões, menos 7,4% que na comparação anual.

Por outro lado, entre janeiro e julho de 2020, as exportações de bens da Zona Euro caíram 12,4% em comparação com o mesmo período de 2029, até 1,19 biliões de euros, enquanto as exportações reduziram-se em 13,1%, até aos 1,08 biliões de euros.

O resultado é um excedente comercial de 113.000 milhões de euros, comparado com 119.300 milhões no mesmo período do ano anterior.

No conjunto dos vinte sete, as exportações caíram 12,2%, até aos 1,09 biliões de euros, nos primeiros sete meses do ano frente ao mesmo período de 2019, enquanto que as importações caíram 13,1%, até aos 990.000 milhões.

Tal representa um saldo positivo de 99.700 milhões de euros até julho, inferior aos 101.800 milhões de 2019.

O efeito da pandemia nota-se também na comparação por países, já que as exportações caíram em todos os Estados membros a respeito do ano anterior exceto em Malta, onde cresceram 16,1%, Eslovénia (10,6%), Estónia (9,4%) e Eslováquia (8,8%).

As principais descidas foram observadas na Grécia (23,8%), Finlândia (19,6%), França (19,5%) e Croácia (19,2%).

As importações, por sua parte, caíram em todos os países da UE, sobretudo no Chipre (32,7%), Áustria (31,7%) e Portugal (30,1%), à exceção da Irlanda, que viu um ligeiro aumento de 2,7%.

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