EFEMérida

O Governo da Extremadura trabalha na ativação de protocolos "mais eficientes" que facilitem a mobilidade das pessoas que trabalham, ou querem trabalhar, de um lado da fronteira com Portugal mas que vivem no outro.

Sob este mesmo critério, o Executivo extremenho deseja impulsionar esquemas de trabalho para as empresas e empreendedores de um e outro lado da raia que procurem estabelecer-se no outro lado ou pretendem contratar pessoas que lá residem.

Este alvo foi transmitido pelo diretor-geral de Planeamento e Avaliação de Políticas Ativas de Emprego da Extremadura, Jesús Seco, numa jornada realizada recentemente em Mérida sob a alçada do programa europeu "Eures Transfronteiriço Extremadura-Alentejo".

Participa nesta iniciativa, impulsionada pela União Europeia desde 2017, o Instituto de Emprego e Formaçao Profisional de Portugal e o Serviço Extremenho de Emprego (SEXPE).

A ideia é oferecer um serviço de informação e ajuda a litigantes de emprego, trabalhadores por conta de outrem e autónomos que residindo num lado da fronteira procuram emprego, trabalham ou exercem parte da sua atividade no outro.

Também esteve presente nesta jornada, dirigida a cargos eleitos locais e aos Agentes de Emprego e Desenvolvimento Local das entidades municipais, a diretora do Centro do Emprego e Formaçao de Portalegre, Georgina Silva.

No seu discurso, Seco afirmou que nos últimos 20 anos trabalhou-se muito bem em questões sociais e culturais entre a Extremadura e o Alentejo, mas que "persistiam diferenças e barreiras de tipo jurídico, fiscal, e, inclusivamente, relacionadas com a forma de vida, que ainda não se ultrapassaram".

Por isso, acrescentou, este programa Eures Transfronteiriço surgiu há três anos, tendo já prestado apoio a mais de 300 trabalhadores e a cerca de 70 empresas.

"Agora, a ideia é avançar e aprofundar, gerando protocolos, de tipo jurídico, normativo e fiscal que favoreçam o conhecimento de questões quotidianas e se apague ao todo essa raia, essa fronteira de água", afirmou Seco.

No entanto, essa fronteira, segundo precisou, "nunca existiu para a gente das populações próximas de um e outro lado. Seco também fez um apelo para que o Alentejo e a Extremadura se unam em reivindicações comuns, como o Corredor Ibérico.