EFEBadajoz

A Extremadura e as regiões portuguesas do Alentejo e Centro vão colaborar em linhas de investigação para impulsionar o desenvolvimento de produtos que incidam na eficiência energética no âmbito da edificação nestes territórios.

O diretor da Agência Extremenha da Energia (Agenex), Cosme Segador, afirmou que esta parceria inscreve-se dentro da iniciativa "Innoinvest", adscrita ao Programa Operativo Cooperação Transfronteiriça Espanha Portugal (POCTEP), que realizou esta quarta-feira a sua reunião de lançamento.

As três regiões irão colaborar para que as empresas e os centros de investigação possam participar no desenvolvimento destes produtos de eficiência energética e edificação, uma iniciativa à qual já se juntaram várias entidades deste tipo.

Segador ressaltou que a Extremadura é "líder" na geração de energias renováveis e que todas as melhorias e poupanças, do ponto de vista dos utentes e indústrias, "serão muito importantes na transição energética mais sustentável e renovável que se pretende a curto prazo".

O objetivo é também a criação de uma base empresarial na comunidade autónoma a respeito destas tecnologias.

O projeto, que arranca agora, pretende realizar um estudo prévio da situação da edificação na Extremadura e em Portugal, e a partir daí definir "as melhores possibilidades", levando também em conta os parâmetros climáticos.

Estas possibilidades passam por sistemas de gestão, de telegestão, de contabilização de consumo e de poupança energética, assim como pela implementação de tecnologias mais eficientes em áreas como a climatização.

O principal responsável da Agência Extremenha da Energia manifestou que também se procura consciencializar os utentes.

A reunião desta quarta-feira serve para coordenar as atuações a efetuar nos próximos dois anos.

Segador afirmou que em Espanha "não se construiu com a melhor qualidade", e em comunidades como a extremenha, com invernos frios e verões quentes, é onde esta circunstância pode afetar mais.

"Noutras zonas de Espanha com climas mais suaves, esse défice na construção ou nos isolamentos têm menor impacto", acrescentou.