EFECáceres

Os artistas Oumou Sangaré, Red Baraat, Papaya e Elemotho Gaalelekwe juntaram-se ao cartaz do Womad Cáceres de 2018, que já inclui os americanos !!! (chk chk chk), os colombianos Canalón de Timbiquí e os espanhóis The Gramophone Allstars Big Band.

A XXVII edição deste festival será de 10 a 13 de maio, e a organização quer configurar uma programação que, para além de concertos, inclua cinema, poesia, gastronomia, artesanato e exposições, "conscientes que não será fácil superar os registos do evento passado, quando participaram mais de 150.000 pessoas", segundo informou a organização do festival em comunicado.

A organização referiu-se a Oumou Sangaré, do Mali, como "estilosa, elegante, decidida e carismática", com uma voz "comovente e potente", que se tornou num "emblema" para a feminilidade africana e numa "referência" não só musical para milhões de mulheres.

Ao longo da sua dilatada carreira utilizou as suas canções para "denunciar sem medo a posição das mulheres no Mali e opor-se à poligamia, ao casamento infantil e a um sistema que define uma boa esposa como uma mulher submissa".

Por sua parte, o músico da Namíbia Elemotho Gaalelekwe confessa que as suas canções estão inspiradas na vida, na família, na infância no Kalahari, na dor ou nas tribulações, "porque a música também está em todas as partes".

Assim, define-se como um "nómada moderno" influenciado pelas histórias da sua avó e pela música tradicional Setswana, mas também pelo pop do sul da África ou os sons do Grande Zimbabué, o reggae, o jazz, o rock ou o R&B.

Este artista chega ao Womad de Cáceres com o seu quarto álbum de estúdio, Beautiful World.

Por sua parte, Red Baraat nasceu no lendário bairro novaiorquino de Brooklyn e, desde então, a sua proposta sonora, "na qual o funk alegre se funde com o bhangra ou o hip-hop, não deixou de receber elogios por todo o mundo".

Finalmente, para a banda espanhola Papaya, "desde a publicação do seu primeiro álbum no final de 2015, foram só boas notícias e inmelhoráveis críticas".