EFEMérida

O Palácio de Congressos de Mérida acolhe hoje a apresentação de 23 projetos de inovação agroalimentar dos grupos operativos da região, que versam sobre temáticas como a traçabilidade no cultivo do arroz, a melhoria da qualidade do vinho ou da competitividade do cultivo da cereja, entre outros.

A conselheira de Meio Ambiente e Rural, Políticas Agrárias e Território, Begoña García da Extremadura, inaugurou esta jornada de transferência de tecnologia de tais projetos, co-financiados em 75% pelo Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER) e o resto pela Junta e o Ministério da Agricultura espanhol.

García Bernal deu como exemplo da força do setor agrário extremenho os projetos derivados do programa de Grupos Operativos iniciado pela Junta da Extremadura, no qual se investiram mais de seis milhões de euros.

Segundo a conselheira, trata-se de um "programa pioneiro, único e radicalmente transformador do nosso setor agroalimentar", e utilizou um símile agrónomo para o destacar como um "programa de semeio" porque "o que estamos a fazer com eles é semear para, após o seu desenvolvimento, recolher muito mais nos próximos anos".

É uma "proposta multiplicadora" que irá criar, sem dúvida, novas iniciativas empresariais no futuro e avanços na agricultura, pecuária e desenvolvimento agroalimentar da Extremadura, sublinhou, como recolhe a Junta em comunicado.

Nestas últimas semanas importantes grupos internacionais anunciaram grandes projetos para a região, projetos que vão a exigir à Extremadura que se coloque em dia quanto a novos cultivos e desenvolvimentos industriais que irão gerar riqueza e emprego, acrescentou.

"Romperam-se as fronteiras, o mundo tem-se tornado menor a cada dia e agora é mais fácil ver que aqui temos luz, sol, água, terra. Temos um meio mais que saudável, temos uma experiência de séculos na produção de qualidade", apontou.