EFEJerusalém

Forças de segurança israelitas detiveram esta madrugada 18 palestinianos durante uma série de rusgas na Cisjordânia ocupada, que acrescentam aos mais de 400 detidos desde o começo, a fins de março, da atual operação na zona.

O exército israelita informou esta terça-feira que suas forças realizaram "atividades antiterroristas" durante a noite em diferentes pontos do território cisjordano e em colaboração com a Polícia de Fronteiras e o Serviço de Inteligência Interno (Shin Bet).

"Um total de 18 suspeitos procurados pela sua participação em atividades terroristas foram capturados", informou o exército em comunicado, que indicou ainda que palestinianos dispararam contra as forças de segurança durante estas operações, sem causar feridos.

Estas rusgas acontecem no contexto de uma extensa operação de detenções na Cisjordânia que começou no passado 31 de março depois de uma onda de ataques de palestinianos em território israelita e que o exército chamou "Operação Romper a Onda".

As detenções desta madrugada coincidiram também com fortes confrontos em Jerusalém Este ocupada durante o funeral de um jovem palestiniano.

Os serviços de emergência palestinianos informaram que 71 pessoas tiveram que ser atendidas e 13 hospitalizadas após confrontos com a polícia israelita durante o funeral de Walid al-Sharif na noite passada, que faleceu no sábado de ferimentos sofridos durante os confrontos com as forças de segurança no mês passado em Jerusalém.

A polícia, por sua parte, disse que seis dos seus agentes ficaram feridos durante os confrontos, nos quais um total de 15 palestinianos foram detidos.

"Houve distúrbios violentos tanto durante como após o funeral, inclusivamente no próprio cemitério", disse um comunicado policial, que detalhou que "os desordeiros atiraram pedras, garrafas, tijolos e outros objetos pesados" às tropas, que "agiram com firmeza" para os deter.

Estes incidentes foram agravados esta manhã por uma tentativa de ataque com faca a um soldado israelita perto da cidade de Nablus, na Cisjordânia. Segundo o exército, as tropas dispararam contra o atacante palestiniano, que ficou ferido.

Desde o início do atual aumento de violência na região, no final de março, mais de 50 pessoas foram mortas em vários incidentes, incluindo ataques, rusgas, confrontos armados e protestos em massa, entre outros episódios violentos.