EFEGenebra

Mais de 300 imigrantes que fazem parte das caravanas de centro-americanos que chegaram até Tijuana, cidade mexicana fronteiriça com os Estados Unidos, solicitaram ajuda para poder regressar aos seus respetivos países.

Esses imigrantes "expressaram-nos o seu interesse de regressar de Tijuana e estamos a coordenar meios de transporte que sejam seguros e dignos para eles", disse em Genebra o porta-voz da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Joel Millman.

Millman afirmou que a OIM não fez uma contagem do número de imigrantes de diferentes nacionalidades centro-americanas que estão estancados em Tijuana, mas que diversas fontes colocam-nos entre 3.800 e 4.000.

A organização não assegurou que poderá atender todas as solicitações de retorno.

O processo consiste em oferecer conselho e verificar a situação dos que desejam regressar para que avaliem as opções que têm antes de tomar uma decisão final.

É recomendado aos imigrantes que cumprem com os critérios para apresentar uma solicitação de asilo que considerem esta possibilidade.

O programa que possibilita estas repatriações voluntárias é financiado pelo Governo dos Estados Unidos com uma contribuição de 1,2 milhões de dólares, indicou Millman.

Entre as razões que os migrantes dão para querer regressar estão o cansaço, a incerteza relativamente aos obstáculos para a sua entrada nos EUA e o desconhecimento quase total com o qual se juntaram numa caravana.

"Nas entrevistas que realizamos vemos que muitos não sabiam quão duro o percurso seria ou os riscos que corriam", explicou o porta-voz.

Praticamente nove em cada dez migrantes desconhece em que consiste o procedimento para pedir asilo, "o que indica que a migração económica foi uma força motora", acrescentou.

Desde inícios de novembro, a OIM facilitou o regresso de 453 migrantes, 57% dos quais voltou às Honduras, 38% a El Salvador e 5% à Guatemala.