EFEGenebra

A Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) disse hoje que a "maioria" dos 3,7 milhões de venezuelanos que abandonaram o país por causa da crise devem ser acolhidos pela proteção internacional prevista para os refugiados.

Relativamente à deterioração da situação na Venezuela, a ACNUR apresentou um novo "Guia de orientação sobre o fluxo de venezuelanos", dirigido aos governos para que estes não sejam deportados, expulsos ou forçados a voltar ao seu país, tal como estabelece o direito internacional para os refugiados.

"Reiteramos o nosso apelo aos Estados para que permitam aos venezuelanos aceder aos seus territórios e que lá recebam uma proteção adequada", disse a porta-voz da ACNUR em Genebra, Liz Throssell, em conferência de imprensa.

Throssell reconheceu que a quantidade de pessoas que abandonam a Venezuela é tal que "coloca grandes desafios porque os sistemas de asilo poderão ver-se transbordados".

Segundo a ACNUR, no final de 2018 cerca de 460.000 venezuelanos tinham solicitado asilo formalmente, a maioria em países vizinhos da América do Sul.