EFEWashington

Um dos advogados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu o pagamento de 130.000 dólares à atriz pornográfica Stormy Daniels, embora tenha dito que o dinheiro saiu do seu bolso e não explicou o porquê.

"Nem a organização Trump nem a campanha de Trump participaram na transação com a senhora Stephanie Clifford (Stormy Daniels), e também não me reembolsaram o pagamento direta ou indiretamente", afirmou Michael Cohen num comunicado remitido esta terça-feira ao "The New York Times".

É a primeira vez que o entorno de Trump reconhece este pagamento, dado a conhecer no passado janeiro pelo "The Wall Street Journal".

Segundo esse jornal, Michael Cohen pagou a Daniels 130.000 dólares antes das eleições de novembro de 2016 para que não falasse em público sobre a relação sexual que tinha mantido com o agora presidente há uma década.

A publicação foi um grande escândalo, já que a suposta relação ocorreu pouco depois do casamento de Trump e a atual primeira dama, Melania Trump.

"O pagamento à senhora Clifford foi legal e não foi uma contribuição de campanha nem uma despesa de campanha de ninguém", disse o advogado, que assegurou ter dado explicações à Comissão Eleitoral Federal após uma denúncia por suposta malversação de fundos de campanha.

Segundo o "The New York Times", Cohen não respondeu a perguntas sobre porque fez o pagamento, se Trump estava a par ou se houve pagamentos similares a outras pessoas.

Após o rebentar do escândalo, o advogado divulgou um comunicado assinado por Stormy Daniels em que a atriz negava ter mantido uma relação com Trump e qualificava de falsas as informações que recebeu um pagamento pelo seu silêncio.

No entanto, nas entrevistas que concedeu até à data, não confirmou nem desmentiu a aventura.