EFESão Paulo

A greve geral convocada pelos sindicatos contra a reforma das pensões proposta pelo Governo do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, teve um apoio parcial nas primeiras horas desta sexta-feira em diversas capitais do país.

Dezenas de cidades registaram protestos e paralisações em serviços públicos, mas a greve não obteve a adesão esperada no começo da manhã, levando a apenas alguns transtornos.

São Paulo amanheceu num clima de certa normalidade, já que o sistema de transporte, considerado fundamental pelos sindicatos para o sucesso da greve, não chegou a parar totalmente na cidade mais populosa do país.

O metro e o serviço de autocarros funcionavam a meio gás na capital paulista, enquanto o comboio operava com normalidade.

A situação era similar noutras cidades do país, como o Rio de Janeiro, onde manifestações pontuais bloquearam alguns lances de estradas e intensificaram o trânsito na capital fluminense.

A greve, que por enquanto conta com uma baixa adesão, coincide com o início da Copa América de futebol, torneio que vai começar no estádio Morumbi da capital paulista com o jogo entre o Brasil e a Bolívia.

Os sindicatos chamaram à greve para expressar a sua rejeição às alterações no sistema de pensões e reformas propostas pelo Governo, com as quais procura poupar 265.000 milhões de dólares numa década ao Tesouro público.

O projeto é discutido no Congresso brasileiro, onde deverá percorrer um árduo e longo caminho para a sua aprovação definitiva, que o Executivo confia que seja ainda este ano.

Além da reforma, a greve também incide noutras reivindicações, como a rejeição aos cortes na educação anunciados recentemente pelo Governo e os elevados índices de desemprego persistentes numa economia que não consegue descolar totalmente após a histórica recessão de 2015 e 2016.