EFEWashington

O fundador da Wikileaks, Julian Assange, usou a embaixada do Equador em Londres, onde esteve asilado por quase sete anos, como um centro de operações para interferir nas eleições de 2016 nos Estados Unidos, vencida pelo atual presidente Donald Trump, revelou esta segunda-feira a emissora CNN.

Citando relatórios de vigilância, a cadeia americana disse que Assange, que permanece sob custódia da Justiça britânica após o Equador ter revogado no mês de abril o asilo concedido em 2012, reuniu-se na legação com hackers e cidadãos russos, ao mesmo tempo que revelou documentos roubados.

Os relatórios, que segundo a CNN foram recolhidos pela empresa espanhola UC Global Security Consulting e verificados por um oficial da inteligência equatoriana, indicam que o fundador da Wikileaks tinha internet de alta velocidade e telefones.

A CNN fez uma cronologia dos eventos que ocorreram durante a campanha presidencial dos EUA e cruzou com o relatório do procurador especial Robert Mueller sobre a investigação da chamada conspiração russa.

A versão jornalística menciona entre os documentos divulgados pela Wikileaks os e-mails de John Podesta, chefe de campanha da ex-candidata democrata Hillary Clinton, que perdeu as eleições contra Trump, e o Comité Nacional Democrata (DNC, secretariado do partido), extraído por hackers.

No mês passado, uma porta-voz do Departamento de Justiça confirmou à Efe que o Governo dos Estados Unidos pediu formalmente ao Reino Unido a extradição dos fundador da Wikileaks.

Assange, de 47 anos e origem australiana, enfrenta num tribunal federal do estado da Virgínia, acusações de vários crimes de espionagem e publicação de documentos altamente confidenciais relativamente aos "leaks" massivos organizados por ele em 2010.

O ativista foi preso pela polícia britânica no dia 11 de abril, ao ser retirado da embaixada equatoriana em Londres.