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Julian Assange, fundador da plataforma WikiLeaks, esteve esta segunda-feira no Tribunal de Juízes de Westminster numa audiência rotineira na qual mostrou certa dificuldade na fala, antes do julgamento de extradição aos Estados Unidos previsto para fevereiro de 2020.

Embora o jornalista australiano, de 48 anos, tenha cumprido a pena de 50 semanas de prisão por ter quebrado em 2012 as condições da sua liberdade condicional, continua na prisão de Belmarsh (oeste de Londres) depois de no último dia 11 um tribunal ter considerado que poderia fugir caso abandonasse a cela.

Em junho passado, o agora ministro da Economia britânico, Sajid Javid, assinou uma ordem para permitir que Assange seja entregue a Washington, que o reivindica por acusações que podem representar uma condenação de até 170 anos de prisão.

A Justiça americana requer Assange pelos milhares de documentos secretos divulgados pelo seu site WikiLeaks e acusa-o, entre outros delitos, de "conspiração" para se infiltrar em sistemas informáticos governamentais.

Na audiência técnica realizada hoje, a juíza Vanessa Baraitser convocou para o próximo 19 de dezembro a seguinte audiência administrativa antes do julgamento de extradição fixado para 25 de fevereiro do próximo ano, que irá durar cinco dias.

A juíza denegou hoje um pedido da defesa do australiano para adiar durante três meses o arranque desse processo judicial.

Por sua parte, Assange teve algumas dificuldades com a fala ao confirmar a sua identidade e data de nascimento, com hesitações, pausas e gaguez.