EFEPequim

A Associação de Polícias de Baixa Patente de Hong Kong, a mais numerosa da região administrativa especial, advogou esta segunda-feira o uso de munição real no confronto aos protestos que se registam na cidade há mais de três meses.

O organismo considerou que os tijolos e os cocktails molotov que alguns manifestantes violentos lançam durante os confrontos com a polícia podem ser letais, "pelo que está justificada uma resposta mais contundente que o uso de gás lacrimogéneo ou bolas de borracha", informou a radiotelevisão local RTHK.

Os confrontos repetiram-se este domingo na ex-colónia britânica, depois da polícia ter proibido uma manifestação convocada pela Frente Civil de Direitos Humanos, na qual os agentes responderam com jatos de água e gás lacrimogéneo ao lançamento de tijolos, cocktails molotov e outros objetos.

"Se os agentes enfrentam ameaças às suas vidas, deveriam usar força apropriada e razoável para se proteger a si próprios e aos restantes", pelo que "se deveria ponderar (o uso de) munição real", afirmou a Associação de Polícias.

As manifestações começaram a princípios de junho como oposição a uma controversa proposta de lei de extradição que, segundo advogados, ativistas e opositores, teria permitido a Pequim aceder a "fugitivos" refugiados em solo de Hong Kong e julga-los em território chinês, sob um sistema carente de garantias.