EFEBruxelas

A Bélgica detetou 13.227 novos positivos por coronavírus nas últimas 24 horas, um recorde desde o início da pandemia, que ensombrece a aparente descida registada na véspera e que coloca o avanço médio semanal em 75%, segundo os dados diários provisórios publicados esta quinta-feira.

Embora o número reflita em parte um aumento do número de testes realizados, que chegam a uma média de 65.000 diários, mais 35% do que na semana anterior, o número de internamentos hospitalares e mortes também sobem.

A incidência média acumulada nos últimos 14 dias para 100.000 pessoas na Bélgica é de 927,9 casos, perto dos 975,8 da República Checa, o país da União Europeia (UE) mais afetado pela segunda vaga de coronavírus, segundo o relatório de quarta-feira do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDE, as siglas em inglês).

Foram contados um total de 421 internamentos hospitalares na Bélgica nas últimas 24 horas, um número que não era atingido desde 10 de abril.

Entre 15 e 21 de outubro, as hospitalizações aumentaram 88%, até 319,1 diárias.

Em relação às mortes, foram registadas 50 falecimentos na Bélgica ligadas ao Sars-CoV-2 nas últimas 24 horas, enquanto na semana passada a média era de 33 pessoas diárias.

A positividade média do país encontra-se em 16,3% nos últimos 7 dias, com um recorde em Liège (este), onde chega a 25%, ou seja, um positivo por cada quatro testes realizados.