EFEWashington

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, garantiu esta segunda-feira que há "unanimidade total" entre a sua posição e a dos seus aliados europeus em relação à concentração de tropas da Rússia na fronteira com a Ucrânia.

"Tive uma reunião muito, muito, muito boa. Unanimidade total com todos os líderes europeus", disse Biden a repórteres na Casa Branca.

O presidente americano falou assim, sem dar mais detalhes, após uma conversa de uma hora e 20 minutos com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; e o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, entre outros, para coordenar a resposta à crise na Ucrânia.

Também participaram na videochamada o presidente francês, Emmanuel Macron; o chanceler alemão, Olaf Scholz; o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi; o presidente polaco, Andrzej Duda; o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson; bem como o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

Num tweet subsequente, Biden indicou que os líderes discutiram "esforços conjuntos para dissuadir mais agressões da Rússia, bem como preparativos para impor altos custos económicos à Rússia e reforçar a segurança no flanco leste" da NATO.

Mais tarde, a Casa Branca acrescentou em comunicado que os participantes da chamada "salientaram o seu desejo compartilhado de uma resolução diplomática das atuais tensões", além de "rever os seus contactos recentes com a Rússia em múltiplos formatos".

A conversa ocorreu depois do Pentágono anunciar  que colocou 8.500 soldados em alerta "elevado" diante do aumento das tensões com Moscovo sobre a Ucrânia, embora ainda não tenha sido tomada nenhuma decisão sobre a mobilização desse contingente no Leste Europeu.

O porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA, John Kirby, destacou que a maior parte das tropas dos EUA será enviada a países do Leste Europeu como parte da Força de Resposta da NATO, e só será acionada se a Aliança Atlântica solicitar.

Kirby explicou que cabe à NATO ativar esta força multinacional, que consiste em tropas terrestres, aéreas e marítimas, com cerca de 40.000 militares de diferentes países.

Contudo, o porta-voz do Pentágono não excluiu um possível destacamento "unilateral" dos EUA, mas insistiu que, nesse caso, será sempre em coordenação e consulta com os aliados.

A Aliança Atlântica também anunciou nesta segunda-feira que colocou "em alerta" e está a enviar navios e aviões de guerra adicionais para posições da NATO no Leste Europeu, reforçando a dissuasão e defesa aliadas, enquanto a Rússia continua a sua concentração militar nos arredores da Ucrânia.