EFENova Iorque

O autarca de Nova Iorque, Bill de Blasio, anunciou esta quinta-feira com um vídeo no YouTube que se apresenta à candidatura democrata para as eleições presidenciais dos EUA com a intenção de "pôr as pessoas trabalhadoras à frente".

De Blasio propõe no vídeo "travar (Donald) Trump", critica as políticas de imigração e ambiente impulsionadas pela atual Administração e remete aos feitos progressistas da sua própria gestão local na Grande Maçã, como o aumento do salário mínimo.

O autarca da maior cidade do país há seis anos junta-se assim a 20 pré-candidatos democratas à Casa Branca, entre eles o ex-vice-presidente Joe Biden, os senadores Bernie Sanders, Kamala Harris e Elizabeth Warren, o ex-congressista Beto O'Rourke e o autarca de South Bend (Indiana), Pete Buttigieg.

"Há muito dinheiro neste mundo, há muito dinheiro neste país, só que está nas mãos erradas", disse De Blasio no começo do seu anúncio formal, para de seguida relacionar a "agenda para priorizar os trabalhadores, por quem lutou na cidade e no estado".

Referindo-se a "empregados de mesa, lavadores de pratos, empregados de lojas e pequenos empresários, que são a coluna vertebral de Nova Iorque", De Blasio defendeu o aumento do salário mínimo para 15 dólares por hora, a licença médica remunerada, a extensão da cobertura médica à saúde mental e a educação infantil gratuita.

Também discursa no vídeo a sua esposa, Chirlene McCray, que esteve muito envolvida no governo local do seu marido através de iniciativas de saúde mental, assegurando que os cidadãos "agradecem" De Blasio pelas suas políticas, que "fazem uma diferença na vida das famílias".

O político democrata, que considera Trump um "valentão", mas diz que sabe "enfrentá-lo", criticou a separação de famílias imigrantes na fronteira com o México, lembrou que a cidade tomou medidas legais para apoiá-las e é contra a saída dos EUA do Acordo do Clima de Paris.

A este respeito, De Blasio mostrou imagens num comício no qual propõe um Green New Deal nova-iorquino, um pacote de medidas ambientais, justamente depois de participar na segunda-feira passada num ato de protesto numa propriedade de Trump para adverti-lo de que o vai multar se não reduzir as emissões de gás de efeito de estufa.

"Como presidente, vou enfrentar os ricos e as grandes corporações, não irei descansar até que este Governo sirva o povo trabalhador. Como autarca da maior cidade dos EUA fiz isto. Donald Trump deve ser travado, venci-o antes e farei-o de novo", concluiu De Blasio.