EFERio de Janeiro

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, de extrema-direita, negou esta quinta-feira ter comemorado em 2019 a libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como afirmou também na quinta o seu antigo ministro da Justiça, Sérgio Moro, durante uma entrevista.

"Esse é um tema do qual não queria falar aqui porque envolve um ex-ministro, mas este tipo (Moro) está a mentir descaradamente", assegurou Bolsonaro durante a transmissão em direto que faz semanalmente nas redes sociais.

De acordo com as declarações de Moro, Bolsonaro achava que seria beneficiado com a saída de Lula da prisão.

"O que sabíamos é que o (palácio presidencial) Planalto, o presidente comemorou quando Lula foi solto em 2019 porque ele entendia que isso o beneficiava", assinalou o ex-juiz numa entrevista à rádio Jovem Pam.

Lula, que passou 580 dias atrás das grades depois de ser condenado em segunda instância pelo então juiz Moro, que o condenou por corrupção, ficou livre em novembro de 2019 graças a uma decisão do Supremo Tribunal.

O antigo juiz, reconhecido mundialmente pela operação Lava Jato, que colocou políticos e executivos do Brasil na prisão por esquemas de corrupção na Petrobras, abandonou a magistratura para se aliar ao Governo de Bolsonaro, com quem saiu em maus termos no ano passado, acusando-o de ter vacilado na luta contra a corrupção.

O ex-juiz, sobre quem o Supremo Tribunal declarou que atuou de forma "parcial" ao julgar Lula, entrou na corrida política e é visto como o candidato presidencial que pode romper a polarização representada por Lula e Bolsonaro para as eleições de 2022.