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O candidato a primeiro-ministro do Reino Unido Boris Johnson voltou a rejeitar fazer comentários sobre a discussão a gritos com a sua namorada na semana passada e assegurou que não fala de coisas que envolvem a sua família e entes queridos.

Numa entrevista publicada esta terça-feira na emissora BBC, o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, que disputa a chefia de Governo com o atual titular dessa pasta, Jeremy Hunt, afirmou que é "injusto" envolver no "debate" as pessoas que se quer, algo que se tornou numa "norma" durante "muitos, muitos anos".

A polícia foi no passado sábado à casa que Johnson, de 55 anos, compartilha com a sua namorada, Carrie Sydmonds, de 31, depois dos seus vizinhos terem alertado de uma discussão aos gritos, tema sobre o qual o antigo autarca de Londres se manteve em silêncio.

O "Daily Mail" publicou ontem fotografias do casal sentados numa mesa no meio do campo inglês numa demonstração de carinho, fotos que muitos suspeitam serem antigas e que foram publicadas numa estratégia de Johnson para silenciar as críticas.

Segundo fontes ligadas ao casal consultadas pelo "The Telegraph", Johnson e Sydmons planeiam casar-se quando ele terminar o divórcio da sua segunda esposa, Marina Wheeler, com quem tem quatro filhos.

Na entrevista publicada hoje pela BBC, a jornalista Laura Kuenssberg também interrogou o candidato sobre o "brexit" e os seus planos para o executar.

Johnson defendeu que o acordo negociado pela ainda primeira-ministra, Theresa May, com Bruxelas está "morto" e mostrou a sua intenção de chegar a outro pacto que também contenha uma espécie de "período de implementação".

Johnson afirma que um novo documento de saída é possível porque "o panorama político" mudou, embora os Vinte e sete reiteraram na passada sexta-feira a sua contundente recusa a reabrir o acordo de saída.