EFESão Paulo

O Brasil chegou esta segunda-feira a 20 milhões de pessoas com a primeira dose da vacina contra a covid-19, o que representa 9,46% da população total, numa altura em que o país enfrenta a pior fase da pandemia de coronavírus.

Segundo dados dos secretariados regionais de saúde, divulgados por um consórcio de meios de comunicação locais, 20.023.132 brasileiros receberam a primeira dose de uma das vacinas aprovadas pelas autoridades sanitárias brasileiras.

Desde que a campanha de vacinação começou, a 17 de janeiro, a segunda dose foi administrada a 5.595.929 pessoas, o que equivale a 2,64% dos cerca de 212 milhões de habitantes do Brasil,

Nas últimas 24 horas foram aplicadas 755.024 doses da vacina contra a covid-19 no país, onde de momento apenas se administra a fórmula do laboratório chinês Sinovac e a desenvolvida conjuntamente pela empresa farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca e a Universidade de Oxford.

O Governo do presidente Jair Bolsonaro, que está a ser fortemente criticado e pressionado pelo seu negacionismo sobre o perigo da pandemia, mantém o seu compromisso de vacinar toda a população até ao final deste ano.

No entanto, a elevada procura internacional e, segundo a oposição e entidades médicas, a falta de coordenação interna e o atraso do Executivo no fecho de acordos com outros fabricantes, levou a campanha de imunização a avançar a conta gotas, chegando até a ser temporariamente suspensa em algumas capitais regionais devido à falta de frascos.

Outros países, como os da União Europeia, enfrentam situações semelhantes, embora o Brasil, apesar dos fatores acima mencionados, tenha a vantagem de ter dois fabricantes locais de vacinas, o Instituto Butantan de São Paulo e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).