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Itália introduziu a partir desta quinta-feira a obrigação de fazer o teste de coronavírus para os viajantes chegados de Espanha, Grécia, Malta e Croácia, mas o cumprimento deste regulamento está a revelar-se difícil, pois estes não foram habilitados nos aeroportos, portos e estações, muitos não recebem informação e ninguém controla se os testes estão a ser realmente realizados.

Os meios de comunicação do país falam de "caos" ao descrever como foi implementado o decreto do ministério da Saúde que introduziu os testes para aqueles que regressam destes quatro países, considerados de risco devido ao aumento de casos internos e por serem local habitual de férias dos italianos.

Itália exige que quem entra no país tenha realizado o teste para o coronavírus 72 horas antes da admissão ou que o faça 48 horas após a chegada.

Alguns passageiros que chegavam aos principais aeroportos de Itália esta quinta-feira receberam um folheto a explicar que tinham de ligar para os centros de saúde da localidade para onde iam para serem testados e que a polícia ia recolher os seus dados.

Mas muitos outros turistas ou residentes que regressavam das suas férias não receberam qualquer informação ou número de telefone para o qual ligar.

Os media perguntam se os centros de saúde já superlotados serão capazes de testar os turistas a tempo, uma vez que efetuam milhares de testes todos os dias para os controlos normais sobre a difusão do vírus.

Por outro lado, as clínicas para as quais os turistas telefonam não dão informações no seu idioma ou ainda não foram informados sobre a forma de gerir estes testes e inclusivamente sugerem que é necessário pagar 69 euros por um.

É também relatado que cada região está a aplicar a norma ministerial de forma diferente, e enquanto algumas forçam o isolamento enquanto aguardam o resultado do teste, outras não o contemplam.

De momento, ainda não foi disponibilizado nenhum espaço nos aeroportos para a realização dos testes e alguns dizem que será muito difícil realizá-los por razões logísticas.

"É logisticamente impensável", explicou o presidente da autoridade portuária Rodolfo Giampieri.