EFEValladolid (Espanha)

A região de Castela e Leão, no centro-norte de Espanha, suspendeu provisoriamente esta quarta-feira a administração da vacina da AstraZeneca contra a covid-19 até à divulgação do relatório de segurança da Agência Europeia do Medicamentos (EMA).

O Ministério da Saúde da região argumenta em comunicado que a medida foi adotada "em aplicação do princípio da precaução que deve reger a gestão de alarmes e riscos em qualquer medicamento", após ter tomado conhecimento de casos de trombose em pessoas a quem foi administrada esta vacina.

É uma medida de precaução "enquanto se aguarda o conhecimento do relatório de segurança que deverá ser desenvolvido pelo Comité de Avaliação de Risco de Farmacovigilância da EMA, que se reúne esta quarta-feira, e as decisões que, relativamente a esta matéria, venham a ser adotadas em breve pelos órgãos executivos da União Europeia (UE) e do Sistema Nacional de Saúde espanhol.

Esta circunstância afeta as diversas vacinações em massa programadas em Castela e Leão e que iriam utilizar, de acordo com as disposições da Estratégia Nacional de Vacinação, o fármaco da AstraZeneca.

O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, disse ontem que, "para a tranquilidade e calma da sociedade", cada uma das vacinas que estão a ser utilizadas no país "têm demonstrado níveis adequados de eficácia e segurança".

Nesse sentido, especificou que a EMA ainda não se pronunciou oficialmente sobre a relação entre o aparecimento de certos casos de trombose em vários países e a vacina da AstraZeneca.