EFECeuta (Espanha)

Cerca de 9.000 marroquinos que entraram irregularmente em Ceuta, cidade espanhola no norte de África, já foram devolvidos ao seu país, informaram as autoridades espanholas esta quinta-feira.

Mais de 10.000 pessoas, incluindo cerca de 1.500 menores, entraram nos últimos dias 17 e 18 nesta cidade fronteiriça com Marrocos, perante a passividade das forças de segurança marroquinas, no meio de uma grave crise diplomática com Espanha, que teve de reforçar a polícia com militares para controlar a entrada massiva.

A delegação do Governo espanhol em Ceuta informou que as devoluções foram diminuindo nos últimos dias, especialmente devido a que muitos dos imigrantes marroquinos terem optado por solicitar asilo nas esquadras de polícia da cidade.

Um total de 2.388 marroquinos regressaram ao seu país voluntariamente desde 20 de maio, enquanto os restantes foram alvo de um expediente de devolução, segundo a delegação do Governo.

A crise foi desencadeada pela estadia do líder da Frente Polisário, Brahim Gali, num hospital em Espanha, e tendo como pano de fundo a reivindicação de Marrocos à soberania sobre o Sahara Ocidental, uma antiga colónia espanhola.

O Parlamento Europeu vota esta quinta-feira uma resolução sobre a violação da convenção da ONU sobre os direitos da criança e a utilização de menores pelas autoridades marroquinas nesta crise.