EFEPequim

As autoridades médicas da China confirmaram hoje a segunda morte provocada por um novo tipo de coronavírus semelhante ao síndrome respiratório agudo grave (SRA) na mesma cidade central onde foi registada a primeira morte.

O falecido é um homem de 69 anos, cujo caso se tornou conhecido no último dia de 2019 e que piorou no dia 4 de janeiro, segundo a Comissão Municipal de Saúde da cidade de Wuhan, de 11 milhões de habitantes, onde o surto foi detetado em dezembro passado.

A morte ocorreu às 00h45 locais de quinta-feira (16h45 GMT de quarta) no Hospital JinYinTan de Wuhan.

As autoridades médicas avançaram que o falecido tinha uma inflamação grave do miocárdio, insuficiência renal e danos em diferentes órgãos.

Os testes mostraram anomalias no funcionamento do coração, assim como irregularidades nos pulmões.

Segundo a mesma fonte, houve 41 casos confirmados na China, 12 dos quais tiveram alta, cinco continuam em estado grave e 119 pessoas ainda recebem acompanhamento médico.

Por agora conhecem-se dois casos em países vizinhos: um na Tailândia e outro no Japão.

Na terça-feira passada, a Organização Mundial de Saúde (OMS) informou da implementação de medidas de prevenção em hospitais de todo o mundo face a um novo coronavírus.

Segundo a agência internacional, os laboratórios chineses já sequenciaram o genoma do coronavírus e forneceram esses dados à comunidade mundial de saúde para ajudar a diagnosticar possíveis casos fora do seu país.

Este surto gerou alarme ao recordar a situação em 2003, quando a SRA se espalhou pelo território chinês e causou um total de 646 mortes (813 a nível mundial), segundo dados da OMS.