EFEPequim

As autoridades chinesas vão exigir a partir desta quarta-feira documentação adicional para permitir às empresas do país exportar equipamento e material médico relacionados com a pandemia, como testes de deteção do coronavírus, máscaras, fatos de proteção, respiradores e termómetros de infravermelhos.

Num comunicado conjunto emitido na noite de terça-feira, o Ministério de Comércio, a Administração Geral de Alfândegas e a Administração Nacional de Produtos Médicos estabelecem que as companhias chinesas que exportem este tipo de material deverão contribuir provas de que os produtos estão registados oficialmente com as autoridades do país e cumprem os padrões de qualidade das nações de destino.

Além disso, os controlos alfandegários chineses só permitirão a saída dos produtos que contem com a certificação das administrações médicas.

Segundo o documento, a decisão foi tomada para "garantir a qualidade e a segurança" dos produtos, e para que estes "cumpram com os requisitos" e os padrões dos países que os compram.

A medida foi tomada dias depois de Espanha ter denunciado que uma encomenda de testes de deteção rápida de coronavírus comprados à companhia chinesa Shenzhen Bioeasy Biotechnology eram defeituosos.

Essa empresa não se encontrava na lista de empresas autorizadas entregue pela China a Espanha -contava apenas com a homologação CE da União Europeia (UE)-, embora Madrid tenha indicado que a compra foi iniciada antes de se receber a lista.